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Casos de estupro têm crescimento de 34% em Campinas, segundo SSP

G1
 
1/7/2016

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/06/casos-de-estupro-tem-crescimento-de-34-em-campinas-segundo-ssp.html

Campins (SP) registrou 117 casos de violência sexual nos primeiros cinco meses deste ano. No mesmo período de 2015 foram 87 ocorrências, o que representa um crescimento de 34,4%, segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Em maio deste ano foram 18 casos, mas no mesmo período de 2015 foram 12 registros, o que representa um crescimento de 50%.

No entanto, neste ano fevereiro e março registraram o maior número de ocorrências. Foram 30 casos de violência sexual cada. Já em 2015, levando em conta apenas os cinco primeiros meses, janeiro foi o que concentrou mais agressões, com 31 estupros.

Conhecido

Ainda segundo a secretaria, em 70% dos estupros registrados no estado de São Paulo a vítima conhece o agressor. Isso significa que em cada 10 ocorrências de violência sexual, em sete o autor tem certo convívio com a mulher.

Investigação

Em nota, a SSP disse que a Polícia Civil de Campinas tem dado prioridade para a investigação desses crimes, principalmente quando são casos de estupro de vulnerável e que a Militar prioriza urgência e de emergência.

Além disso, a secretaria informou que o secretário de Segurança Pública, Mágino Barbosa, criou um grupo de estudo com promotoras e membros das polícias para combater os casos de violência doméstica e sexual.

Ajuda médica

A coordenadora do serviço de atenção especial às vítimas de violência sexual do Hospital da Mulher da Unicamp, o Caism, Arlete Fernandes, disse que em caso de estupro, além de procurar a polícia, as mulheres devem ir até as unidades de saúde.

Segundo a especialista, o importante é ir o mais rápido possível, já que é o tempo que determina a eficiência do tratamento contra gravidez e doenças sexualmente trasmissíveis. Até 72h depois é possível fazer a profilaxia contra DSTs e gravidez. Depois, até o quinto dia é possível prevenir a gravidez. As mulheres devem procurar ajuda o mais rápido possível, afirma.

A coordenadora explica ainda que após o tratamento emergencial, a vítima recebe acompanhamento por um período de seis meses. A unidade atende, em média, 200 mulheres agredidas sexualmente por ano.

App

Na tentativa de combater este e outros tipo de crime, um grupo formado por estudantes e ex-alunos da PUC e da Unicamp criou um aplicativo gratuito que promete ajuda rápida em caso de emergência.

Com um clique é possível conectar pessoas próximas e autoridades, além de transmitir a posição exata e áudio e assim, pedir socorro.

O programa foi lançado há dois meses e possui mais de 5 mil downloads, de acordo com os desenvolvedores. O aplicativo pode ser baixado por qualquer usuário no Google Play ou na Apple Store.

Ato contra estupro

No início do mês um protesto contra a chamada cultura do estupro reuniu manifestantes no Centro de Campinas. O ato, chamado Por Todas Elas foi organizado após a notícia de um caso de estupro coletivo de uma jovem, de 16 anos, no Rio de Janeiro.

No dia 11 de junho, um outro ato contra o estupro foi organizado no município na região central. O protesto Chega de estupro foi organizado pelas redes sociais.

 
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